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quarta-feira, 16 de julho de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Consumo de maconha aumenta o risco de psicose em jovens, indica estudo
Consumo
de maconha aumenta o risco de psicose em jovens, indica estudo
por
Danilo Baltieri
"Nesse estudo, durante 10 anos, os
pesquisadores acompanharam 1923 indivíduos da população geral da Alemanha,
entre 14 e 24 anos de idade, sem história prévia de quadros psicóticos ou mesmo
uso de maconha. Aqueles que iniciaram o consumo de maconha durante o estudo
apresentaram risco cerca de duas vezes maior de apresentar sintomas psicóticos
do que aqueles que permaneceram livres da maconha"
No
texto anterior comentei um recente estudo sobre a relação entre o consumo de
maconha e esquizofrenia - clique aqui e leia. Agora irei comentar um recente
estudo sobre a relação entre o consumo de maconha e psicose.
Comentários
O
uso de maconha entre adolescentes e adultos jovens pode disparar o surgimento
de sintomas psicóticos, semelhantes a quadros esquizofrênicos. O uso continuado
da droga pode, de fato, aumentar o risco da instalação de transtornos
psicóticos persistentes, conforme atesta recente estudo aprovado pela
prestigiada revista British Medical Journal.
Pessoas
jovens devem saber que fumar maconha pode ser bastante nocivo para a sua saúde
mental (e também física), ao contrário do que muitos dos próprios adolescentes
e adultos jovens (e, às vezes, não tão jovens) pensam.
Jovens
com menos de 16 anos que iniciam o consumo de maconha (na forma fumada) parecem
ter um risco maior para problemas comportamentais futuros. Essa fração da
população jovem que fuma maconha frequentemente tende a manter o consumo por
tempo mais prolongado.
Vários
estudos prévios já tinham reportado o maior risco de sintomas psicóticos entre
usuários da droga. Esse atual estudo demonstra que, em uma percentagem não
negligenciável, o consumo de maconha precede o surgimento de quadros
psicóticos.
Nesse
estudo, durante 10 anos, os pesquisadores acompanharam 1923 indivíduos da
população geral da Alemanha, entre 14 e 24 anos de idade, sem história prévia
de quadros psicóticos ou mesmo uso de maconha. Aqueles que iniciaram o consumo
de maconha durante o estudo apresentaram risco cerca de duas vezes maior de
apresentar sintomas psicóticos do que aqueles que permaneceram livres da
maconha. Esse fato foi mantido, mesmo após os pesquisadores controlarem os
efeitos de outras variáveis que podiam confundir os resultados, como idade,
gênero, nível social, consumo de outras substâncias e outros problemas e
transtornos psiquiátricos.
A
taxa de incidência de sintomas psicóticos entre usuários de maconha foi de 30%
contra 20% entre não usuários, considerando o período desde o início do estudo
até 3,5 anos depois. Já no período entre 3,5 anos do início do estudo até 8,4
anos após, a taxa de incidência de sintomas psicóticos entre usuários de
maconha foi de 14% contra 8%, respectivamente.
É
importante destacar que os usuários de maconha que apresentaram sintomas
psicóticos e mesmo assim mantiveram o consumo da droga tiveram maior chance de
persistência desses sintomas do que aqueles usuários que deixaram de fumar
depois do surgimento dos ditos sintomas.
Esses
resultados indicam que o consumo de maconha aumenta o risco do surgimento de sintomas
psicóticos e que a manutenção do uso possibilita a manutenção desses sintomas.
Na minha prática clínica já presenciei alguns exemplos desses sintomas:
-
indivíduo usuário de maconha passa a acreditar que está sendo perseguido pelo
exército e, devido a essa crença, passa a vigiar a sua vizinhança. Todo
movimento dos vizinhos pode ser motivo para recrudescer a desconfiança.
-
indivíduo usuário de maconha vai a um show de música e acredita que o músico no
palco enviou uma mensagem para ele através do olhar. O usuário corre para a sua
casa, bastante agitado, e diz para a sua mãe que algumas pessoas têm muito
poder sobre a sua vida. Como sua mãe percebe um comportamento não usual, fica
bastante preocupada e tenta acalmar seu filho sem muito sucesso.
Biologicamente
defensável
Os
autores do estudo explanam que o link entre consumo de maconha e sintomas
psicóticos é biologicamente defensável, já que um outro estudo demonstrou que o
uso intravenoso de tetra-hydro-canabinol (o princípio básico da maconha)
provocou tanto sintomas psicóticos ditos positivos (delírios, alucinações,
agitação psicomotora) quanto sintomas psicóticos ditos negativos (embotamento
afetivo, apatia, abulia) e de maneira dose-dependente tanto entre pessoas
normais quanto entre portadoras da doença esquizofrenia.
O
desafio do estudo, segundo os pesquisadores, é convencer os jovens sobre esses
riscos, diminuindo a incidência de novos usuários.
A
referência para esse estudo é:
Rebecca Kuepper, Jim
van Os, Roselind Lieb, Hans-Ulrich Wittchen, Michael Höfler, Cécile Henquet.
Continued cannabis use and risk of incidence and persistence of psychotic
symptoms: 10 year follow-up cohort study. British
Medical Journal, 2011.
Caros
leitores, todas as respostas anteriores estão disponibilizadas online. Pode ser
que sua pergunta já tenha sido respondida.
Acesse
aqui mesmo todas as respostas e esclareça já a sua dúvida! Basta clicar no link
abaixo
Fumar maconha pode adiantar o aparecimento de esquizofrenia, indicam estudos
Fumar maconha pode adiantar o aparecimento de esquizofrenia,
indicam estudos
por Danilo Baltieri
Deve-se
no momento aceitar que o consumo de maconha pode induzir sintomas psicóticos
principalmente entre pessoas predispostas ao surgimento de quadros
esquizofreniformes. Apenas uma avaliação clínica especializada, bem como um
acompanhamento médico intensivo poderá auxiliar o usuário de maconha com quadro
psicótico a ser adequadamente diagnosticado e tratado"
Resposta:
A maconha é a mais frequente substância ilícita abusada por adolescentes em
geral e, apesar de ser ilegal em muitos países, trata-se de uma substância
facilmente obtida e largamente cultivada.
Muitas
pessoas que fazem uso dessa substância referem um sentimento de leve euforia e
bem-estar após o uso, sendo uma das razões para a perpetuação do consumo. Em
alguns indivíduos, contudo, o uso frequente tem consequências bastante adversas
e pode provocar sintomas chamados psicóticos (audição de vozes, sensação de que
estão sendo perseguidos, agitação psicomotora decorrente, etc). Adolescentes,
particularmente, podem ser mais sensíveis aos efeitos do uso da maconha devido
ao período da vida de continuado desenvolvimento cerebral.
Quando
um quadro psicótico ocorre entre usuários de maconha, esses indivíduos podem
ser admitidos em unidades de emergência médica, embora geralmente os sintomas
cessem em algumas horas. Em outros indivíduos, um quadro psicótico mais
duradouro induzido pelo consumo de maconha pode acontecer e se assemelhar
bastante a um quadro de esquizofrenia.
Além
disso, em alguns outros indivíduos usuários de maconha, um primeiro episódio de
surto esquizofrênico pode iniciar, e a maconha é comumente responsabilizada por
isso em geral pelos familiares e pelos próprios pacientes.
De
fato, o consumo de maconha pode produzir sintomas parecidos com quadros
esquizofreniformes em indivíduos que já estão em risco para o desenvolvimento da
doença esquizofrenia, devido ao fato que esses usuários já teriam prévias
alterações cerebrais funcionais ou susceptibilidade genética.
Indivíduos
que já sofrem de esquizofrenia e apresentam história pessoal de consumo de
maconha ou outras substâncias demonstram um início mais precoce da doença
(esquizofrenia) do que aqueles esquizofrênicos que nunca usaram maconha ou
outras substâncias. Parece que entre os indivíduos do primeiro grupo têm menos
sintomas negativos (apatia, falta de vontade de desempenhar atividades) e mais
sintomas positivos (alucinações, delírios) do que os do segundo grupo. Também,
alguns autores demonstram que as pessoas que padecem de esquizofrenia, se
mantiverem o consumo de maconha, apresentarão um curso mais grave da doença,
embora esse pior prognóstico não esteja apenas relacionado com o uso da
maconha.
De
fato, o relacionamento “consumo de maconha/esquizofrenia” não pode ser ignorado
do ponto de vista clínico e epidemiológico. Em um estudo sueco, o risco
relativo do surgimento de quadros esquizofrênicos entre usuários de maconha foi
4.1 comparado com não usuários de maconha e de 6.0 para consumidores pesados de
maconha. Todavia, outro estudo australiano demonstrou que apesar do aumento da
incidência de usuários de maconha no país, não houve aumento da incidência do
diagnóstico de esquizofrenia. Todavia, os autores do último estudo apontam que,
embora não haja uma relação unifatorial e unicausal entre uso de maconha e
esquizofrenia, o consumo dessa substância pode precipitar quadros psicóticos em
pessoas vulneráveis, bem como piorar o curso da doença esquizofrenia.
Ao contrário, outro
estudo publicado no British Journal of Psychiatry em 2004 (Arseneault L, Cannon
M, Witton J, Murray RM. Causal association between cannabis and psychosis:
examination of the evidence. Br J
Psychiatry 2004;184:110-7) revisou 5 outros estudos que incluíram amostras bem
definidas da população, avaliando o consumo de maconha e o posterior surgimento
de quadros esquizofrênicos. Os autores concluíram que o uso de maconha confere
um aumento de duas vezes no risco relativo para esquizofrenia. Ainda, os
autores sugeriram que a eliminação do consumo de maconha reduziria a incidência
da esquizofrenia em cerca de 8%, assumindo uma relação de causalidade.
De
fato, dados como estes não podem ser desconsiderados. No entanto, deve-se no
momento aceitar que o consumo de maconha pode induzir sintomas psicóticos
principalmente entre pessoas predispostas ao surgimento de quadros
esquizofreniformes. Apenas uma avaliação clínica especializada, bem como um
acompanhamento médico intensivo poderá auxiliar o usuário de maconha com quadro
psicótico a ser adequadamente diagnosticado e tratado.
Abaixo,
forneço referência bastante interessante sobre o tema:
DeLisi LE. The effect
of cannabis on the brain: can it cause brain anomalies that lead to increased
risk for schizophrenia? Curr Opin
Psychiatry 2008;21(2):140-50.
Caros
leitores, todas as respostas anteriores estão disponibilizadas online. Pode ser
que sua pergunta já tenha sido respondida.
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Consumo
de maconha aumenta o risco de psicose em jovens, indica estudo
por
Danilo Baltieri
"Nesse estudo, durante 10 anos, os
pesquisadores acompanharam 1923 indivíduos da população geral da Alemanha,
entre 14 e 24 anos de idade, sem história prévia de quadros psicóticos ou mesmo
uso de maconha. Aqueles que iniciaram o consumo de maconha durante o estudo
apresentaram risco cerca de duas vezes maior de apresentar sintomas psicóticos
do que aqueles que permaneceram livres da maconha"
No
texto anterior comentei um recente estudo sobre a relação entre o consumo de
maconha e esquizofrenia - clique aqui e leia. Agora irei comentar um recente
estudo sobre a relação entre o consumo de maconha e psicose.
Comentários
O
uso de maconha entre adolescentes e adultos jovens pode disparar o surgimento
de sintomas psicóticos, semelhantes a quadros esquizofrênicos. O uso continuado
da droga pode, de fato, aumentar o risco da instalação de transtornos
psicóticos persistentes, conforme atesta recente estudo aprovado pela
prestigiada revista British Medical Journal.
Pessoas
jovens devem saber que fumar maconha pode ser bastante nocivo para a sua saúde
mental (e também física), ao contrário do que muitos dos próprios adolescentes
e adultos jovens (e, às vezes, não tão jovens) pensam.
Jovens
com menos de 16 anos que iniciam o consumo de maconha (na forma fumada) parecem
ter um risco maior para problemas comportamentais futuros. Essa fração da
população jovem que fuma maconha frequentemente tende a manter o consumo por
tempo mais prolongado.
Vários
estudos prévios já tinham reportado o maior risco de sintomas psicóticos entre
usuários da droga. Esse atual estudo demonstra que, em uma percentagem não
negligenciável, o consumo de maconha precede o surgimento de quadros
psicóticos.
Nesse
estudo, durante 10 anos, os pesquisadores acompanharam 1923 indivíduos da
população geral da Alemanha, entre 14 e 24 anos de idade, sem história prévia
de quadros psicóticos ou mesmo uso de maconha. Aqueles que iniciaram o consumo
de maconha durante o estudo apresentaram risco cerca de duas vezes maior de
apresentar sintomas psicóticos do que aqueles que permaneceram livres da
maconha. Esse fato foi mantido, mesmo após os pesquisadores controlarem os
efeitos de outras variáveis que podiam confundir os resultados, como idade,
gênero, nível social, consumo de outras substâncias e outros problemas e
transtornos psiquiátricos.
A
taxa de incidência de sintomas psicóticos entre usuários de maconha foi de 30%
contra 20% entre não usuários, considerando o período desde o início do estudo
até 3,5 anos depois. Já no período entre 3,5 anos do início do estudo até 8,4
anos após, a taxa de incidência de sintomas psicóticos entre usuários de
maconha foi de 14% contra 8%, respectivamente.
É
importante destacar que os usuários de maconha que apresentaram sintomas
psicóticos e mesmo assim mantiveram o consumo da droga tiveram maior chance de
persistência desses sintomas do que aqueles usuários que deixaram de fumar
depois do surgimento dos ditos sintomas.
Esses
resultados indicam que o consumo de maconha aumenta o risco do surgimento de sintomas
psicóticos e que a manutenção do uso possibilita a manutenção desses sintomas.
Na minha prática clínica já presenciei alguns exemplos desses sintomas:
-
indivíduo usuário de maconha passa a acreditar que está sendo perseguido pelo
exército e, devido a essa crença, passa a vigiar a sua vizinhança. Todo
movimento dos vizinhos pode ser motivo para recrudescer a desconfiança.
-
indivíduo usuário de maconha vai a um show de música e acredita que o músico no
palco enviou uma mensagem para ele através do olhar. O usuário corre para a sua
casa, bastante agitado, e diz para a sua mãe que algumas pessoas têm muito
poder sobre a sua vida. Como sua mãe percebe um comportamento não usual, fica
bastante preocupada e tenta acalmar seu filho sem muito sucesso.
Biologicamente
defensável
Os
autores do estudo explanam que o link entre consumo de maconha e sintomas
psicóticos é biologicamente defensável, já que um outro estudo demonstrou que o
uso intravenoso de tetra-hydro-canabinol (o princípio básico da maconha)
provocou tanto sintomas psicóticos ditos positivos (delírios, alucinações,
agitação psicomotora) quanto sintomas psicóticos ditos negativos (embotamento
afetivo, apatia, abulia) e de maneira dose-dependente tanto entre pessoas
normais quanto entre portadoras da doença esquizofrenia.
O
desafio do estudo, segundo os pesquisadores, é convencer os jovens sobre esses
riscos, diminuindo a incidência de novos usuários.
A
referência para esse estudo é:
Rebecca Kuepper, Jim
van Os, Roselind Lieb, Hans-Ulrich Wittchen, Michael Höfler, Cécile Henquet.
Continued cannabis use and risk of incidence and persistence of psychotic
symptoms: 10 year follow-up cohort study. British
Medical Journal, 2011.
Caros
leitores, todas as respostas anteriores estão disponibilizadas online. Pode ser
que sua pergunta já tenha sido respondida.
Acesse
aqui mesmo todas as respostas e esclareça já a sua dúvida! Basta clicar no link
abaixo
Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/maconha_psicose.htm
Um quarto dos pacientes de câncer de testículo usa maconha, diz estudo
Levantamento foi feito pelo Instituto do
Câncer do Estado de São Paulo.
Pesquisas anteriores também mostram relação
entre droga e tumores.
Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp)
fez um levantamento entre pacientes com câncer no testículo e descobriu que um
quarto deles usa ou usava maconha com regularidade. Os pesquisadores ouviram
cem pessoas, com idade média em torno dos 30 anos.
“O uso crônico de maconha favorece a alteração
hormonal”, disse Daniel Abe, urologista do Icesp, órgão que é ligado à
Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP. “Uma alteração
desse eixo hormonal pode favorecer a formação de tumores”, relacionou o médico.
Entre os hormônios afetados, estão o FSH e o
LH, que controlam o funcionamento dos testículos, e a testosterona, que é
produzida por eles.
Pesquisas anteriores feitas nos Estados Unidos
também sugerem relação entre o uso da droga e o surgimento da doença. Os
estudos chegaram a essa conclusão depois de comparar hábitos e características
de pacientes com câncer aos de homens saudáveis do grupo controle.
Os dados estatísticos mostram que os usuários
de maconha estão mais propensos a tumores, especialmente aos não seminoma – um
tipo agressivo de tumor no testículo. Os autores indicam ainda que é preciso
avançar nos estudos de receptores canabinoides para entender o mecanismo que
liga a maconha e o câncer.
‘Altamente curável’
“O tumor de testículo é altamente curável”,
afirmou Daniel Abe. “Se o diagnóstico é feito antes que ele se espalhe, a
chance de cura fica entre 90% e 95%”, completou. O especialista disse ainda
que, mesmo que outros órgãos já tenham sido atingidos, há boas chances de cura.
Segundo o médico, o câncer de testículo é raro,
mas é o mais comum na faixa etária entre 15 e 34 anos.
Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/09/um-quarto-dos-pacientes-de-cancer-de-testiculo-usa-maconha-diz-estudo.html
Levantamento foi feito pelo Instituto do
Câncer do Estado de São Paulo.
Pesquisas anteriores também mostram relação
entre droga e tumores.
Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp)
fez um levantamento entre pacientes com câncer no testículo e descobriu que um
quarto deles usa ou usava maconha com regularidade. Os pesquisadores ouviram
cem pessoas, com idade média em torno dos 30 anos.

“O uso crônico de maconha favorece a alteração
hormonal”, disse Daniel Abe, urologista do Icesp, órgão que é ligado à
Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP. “Uma alteração
desse eixo hormonal pode favorecer a formação de tumores”, relacionou o médico.
Entre os hormônios afetados, estão o FSH e o
LH, que controlam o funcionamento dos testículos, e a testosterona, que é
produzida por eles.
Pesquisas anteriores feitas nos Estados Unidos
também sugerem relação entre o uso da droga e o surgimento da doença. Os
estudos chegaram a essa conclusão depois de comparar hábitos e características
de pacientes com câncer aos de homens saudáveis do grupo controle.
Os dados estatísticos mostram que os usuários
de maconha estão mais propensos a tumores, especialmente aos não seminoma – um
tipo agressivo de tumor no testículo. Os autores indicam ainda que é preciso
avançar nos estudos de receptores canabinoides para entender o mecanismo que
liga a maconha e o câncer.
‘Altamente curável’
“O tumor de testículo é altamente curável”,
afirmou Daniel Abe. “Se o diagnóstico é feito antes que ele se espalhe, a
chance de cura fica entre 90% e 95%”, completou. O especialista disse ainda
que, mesmo que outros órgãos já tenham sido atingidos, há boas chances de cura.
Segundo o médico, o câncer de testículo é raro,
mas é o mais comum na faixa etária entre 15 e 34 anos.
Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/09/um-quarto-dos-pacientes-de-cancer-de-testiculo-usa-maconha-diz-estudo.html
Especialistas alertam que o público perigosamente subestima os riscos de saúde ligados a fumar maconha.
Especialistas alertam que o público perigosamente
subestima os riscos de saúde ligados a fumar maconha.
A Fundação Britânica do Pulmão (BLF, na sigla
em inglês) realizou um levantamento com mil adultos e constatou que um terço
erroneamente acredita que a cannabis não prejudica a saúde.
E 88% pensavam incorretamente que cigarros de
tabaco seriam mais prejudiciais do que os de maconha -- quando um cigarro de
maconha traz os mesmos riscos de um maço de cigarros.
A BLF afirma quer a falta de consciência é
"alarmante".
Amplamente utilizado
Os números mais recentes mostram que 30% das
pessoas entre 16 e 59 anos de idade na Inglaterra e no País de Gales usaram
cannabis em suas vidas.
O uso de cannabis também tem sido associado ao
aumento da possibilidade de o usuário desenvolver problemas de saúde mental,
como a esquizofrenia.Um novo relatório do BLF diz que há ligações científicas
entre fumar maconha e a ocorrência de tuberculose, bronquite aguda e câncer de
pulmão.
Parte da razão para isso, dizem os
especialistas, é que as pessoas, ao fumar maconha, fazem inalações mais
profundas e mantêm a fumaça por mais tempo do que quando fumam cigarros de
tabaco.
Isso significa que alguém fumando um cigarro
de maconha traga quatro vezes mais alcatrão do que com um cigarro de tabaco, e
cinco vezes mais monóxido de carbono, diz a BLF.
A pesquisa descobriu que particularmente os
jovens desconhecem os riscos.
'Campanha pública'
Quase 40% dos entrevistados com até 35 anos de
idade -- a faixa etária mais propensa a ter fumado cannabis -- acreditam que
maconha não é prejudicial.
No entanto, cada cigarro de cannabis aumenta
suas chances de desenvolver câncer de pulmão para o equivalente aos riscos de
quem fuma um pacote inteiro de 20 cigarros de tabaco, a BLF advertiu.
A chefe-executiva da BLF, Helena Shovelton,
disse: "É alarmante que, enquanto pesquisas continuam a revelar as
múltiplas consequências para a saúde do uso de maconha, ainda há uma perigosa
falta de sensibilização do público sobre o quão prejudicial esta droga pode
ser".
"Este não é um problema de nicho -- a
cannabis é uma das drogas recreativas mais utilizadas noReino Unido, já que
quase um terço da população afirma ter provado".
"Precisamos, portanto, de uma campanha de
saúde pública -- à semelhança das que têm ajudado a aumentar a conscientização
sobre os perigos de se comer alimentos gordurosos ou fumar tabaco -- para
finalmente acabar com o mito de que fumar maconha é de algum modo um passatempo
seguro.'
O relatório do BLF recomenda a adoção de um
programa de educação pública para aumentar a conscientização do impacto de
fumar maconha e um maior investimento na pesquisa sobre as consequências para a
saúde de seu uso.
Fonte:
G1
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/06/riscos-da-maconha-sao-subestimados-dizem-especialistas.html
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