| Consumo crônico de maconha prejudica função sexual | |||
| por Danilo Baltieri |
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Como funciona a maconha
por Kevin Bonsor - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Neste artigo
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A maconha e o cérebro
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A maconha e o cérebro
O THC é uma substância química bastante potente quando comparado às outras drogas psicoativas. Uma dose intravenosa (IV), de apenas um miligrama (mg), pode produzir sérios efeitos mentais e psicológicos. Uma vez na corrente sanguínea, o THC alcança o cérebro em poucos segundos após ser inalado, e começa a agir imediatamente.
Os usuários de maconha normalmente descrevem a experiência do fumo inicialmente como relaxante, criando uma sensação de nebulosidade e leveza. Os olhos dos usuários podem dilatar, causando a impressão de que as cores possuem maior intensidade. Outros sentidos também podem se alterar. Depois, sentimentos de paranóia e pânico também podem se manifestar nos usuários. A interação do THC com o cérebro é o que causa estes sentimentos. Para entender como a maconha afeta o cérebro, você precisa saber sobre as partes do cérebro que são afetadas pelo THC:
- neurônios são as células que processam as informações no cérebro. Substâncias químicas chamadas neurotransmissorespermitem que os neurônios comuniquem-se entre si;
- neurotransmissores preenchem a fenda sináptica ou sinapse - espaço entre dois neurônios - e se ligam aos receptores de proteína, que ativam diversas funções e permitem ao cérebro e ao corpo ligar e desligar;
- alguns neurônios possuem milhares de receptores que são específicos para neurotransmissores em particular;
- substâncias químicas estranhas, como o THC, podem copiar ou bloquear as ações dos neurotransmissores e interferir nas funções normais.
Em seu cérebro, existem grupos de receptores canabinóides concentrados em diferentes lugares. Estes receptores possuem efeitos em diversas atividades mentais e físicas, incluindo:
- memória de curto prazo
- coordenação
- aprendizado
- soluções de problemas
Receptores canabinóides são ativados por um neurotransmissor chamadoanandamida. A anandamida pertence ao grupo das substâncias químicas chamadas de canabinóides. O THC também é uma substância deste grupo e copia as ações da anandamida, o que significa que o THC se liga aosreceptores canabinóides ativando os neurônios, com efeitos adversos sobre o próprio cérebro e o restante do corpo.
Existem altas concentrações de receptores canabinóides no hipocampo,cerebelo e nos gânglios basais. O hipocampo está localizado no lobo temporal sendo importante para a memória de curto prazo. Quando o THC se liga aos receptores canabinóides dentro do hipocampo, interfere na lembrança de eventos recentes. O THC também afeta a coordenação, que é controlada pelo cerebelo. Os gânglios basais controlam os movimentos involuntários dos músculos, o que apenas debilita, ainda mais, a coordenação motora quando sob a influência da maconha.
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A maconha e o cérebro
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Fumar maconha na adolescência prejudica a inteligência afirma estudo americano.
Mais uma pesquisa para aumentar a discussão sobre o uso de maconha. Se por um lado ela faz menos mal aos pulmões do que o cigarro, por outro, pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e King’s College, na Inglaterra, descobriram recentemente que usar maconha na adolescência pode diminuir seu QI (quociente de inteligência).
O teste foi feito com pouco mais de mil pessoas, entre homens e mulheres, da Nova Zelândia, nascidas entre 1972 e 1973. Aos 13 anos, os pesquisadores passaram a eles um teste de QI – repetido 25 anos depois, quando já beiravam os 40. Nesse meio tempo, os voluntários foram convocados cinco vezes (aos 18, 21, 26, 32 e 38 anos) para responder perguntas sobre o uso de maconha.
Entre os participantes, aqueles que haviam começado a fumar na adolescência, lá pelos 18 anos, apresentaram uma redução de 8 pontos no QI, em comparação ao resultado alcançado aos 13 anos. Eles também se mostravam mais desatentos e tinham uma memória fraca. Já os usuários que começaram a fumar depois dessa idade não tiveram nenhum prejuízo mental.
Segundo pesquisadores, a adolescência é a pior fase para fumar maconha ou usar qualquer outro tipo de entorpecente, já que o cérebro passa por um surto rápido de crescimento. Aí qualquer substância tóxica pode interferir e atrapalhar esse desenvolvimento.
E aí, o que você pensa sobre maconha? Dá para liberar depois dos 18 anos ou ela deveria ser eliminada de uma vez?
Crédito da foto: flickr.com/edwardthebonobo
Fonte : http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/fumar-maconha-na-adolescencia-prejudica-a-inteligencia/A maconha na cabeça dos adolescentes
Pesquisa brasileira sugere que o uso dessa erva antes dos 15 anos prejudica funções mentais no futuropor Theo Ruprecht / ilustração Nik NevesSe as bebidas alcoólicas e o tabaco saíssem de cena, a maconha seria a droga mais consumida no mundo. No Brasil, cerca de 9% da população a usa ou ao menos a usou regularmente. Hoje em dia, estima-se que 65% das pessoas têm acesso fácil a ela. Dados como esses preocupam muitos pais, que veem com frequência relatos de supostos malefícios da erva Cannabis sativa para a cabeça de seus filhos. Mas a questão é que, até agora, poucos experimentos sérios foram realizados sobre a influência da marijuana no desenvolvimento mental dos adolescentes. Em outras palavras, há muita opinião para poucos fatos concretos
Em meio a esse cenário, a psicóloga Maria Alice Fontes, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizou uma bateria de testes cognitivos em 104 usuários crônicos desse entorpecente. Parte deles havia começado a fumar quase todos os dias antes dos 15 anos, enquanto a outra adotou o baseado após essa idade. No estudo, finalista do Prêmio SAÚDE de 2011, a turma mais precoce obteve os .piores resultados nas avaliações. "Esse grupo específico apresentou um déficit de memória, atenção e capacidade de se organizar", destaca Maria Alice. "Ele ainda continha mais indivíduos que insistiam nos mesmos erros", completa.
O uso da maconha é três vezes mais comum entre os rapazes. O pico de consumo se dá na faixa dos 18 aos 24 anos
Curiosamente, quem passou a fumar maconha só mais velho alcançou uma performance muito semelhante ao de voluntários que nunca tiveram o costume de utilizar o alucinógeno. "Mas isso ainda não quer dizer que ele é inofensivo a partir dessa idade. Será necessário fazer outro trabalho para verificar essa hipótese", ressalta Paulo Jannuzzi Cunha, neuropsicólogo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC) que também esteve envolvido no projeto.
Curiosamente, quem passou a fumar maconha só mais velho alcançou uma performance muito semelhante ao de voluntários que nunca tiveram o costume de utilizar o alucinógeno. "Mas isso ainda não quer dizer que ele é inofensivo a partir dessa idade. Será necessário fazer outro trabalho para verificar essa hipótese", ressalta Paulo Jannuzzi Cunha, neuropsicólogo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC) que também esteve envolvido no projeto.
De qualquer modo, há um elo entre inalar a fumaça da Cannabis durante os primeiros anos da juventude e uma cabeça, digamos, mais fraca. "O cérebro conta com um sistema com o nome de endocanabinoide. Ele regula, entre outras coisas, a fome, o sono, a atenção e a memória. E a maconha afeta todo o seu funcionamento", explica Maria Alice. É que o THC, princípio ativo da maconha, toma o lugar de uma substância chamada anandamida, fabricada pelo próprio organismo e que atua nesse circuito. Aí, ela sobraria na massa cinzenta, o que, na teoria, acabaria desregulando a estrutura mental como um todo. Daí, as consequências para um sistema nervoso ainda em evolução seriam bastante danosas.
Quantidade é qualidade
"Ficamos assustados com o número de cigarros de maconha fumados pelos voluntários. Era uma média de dois por dia", afirma Maria Alice. E, quanto maior o consumo, pior o desempenho nos exames. Até porque mesmo os efeitos agudos da droga, a exemplo da percepção de mundo alterada e da desatenção, dificultam o aprendizado, tanto na escola como em casa. Isso, por sua vez, traz um obstáculo a mais para a resolução dos testes da pesquisa brasileira — e para todos os outros que surgem ao longo da vida.
O levantamento feito pela Unifesp estabelece uma associação entre o consumo da Cannabis sativa antes dos 15 anos e déficits cognitivos. Contudo, ele não define o que causa o quê, porque não dá para saber se foi a droga que gerou as falhas na cabeça ou se, por outro lado, os sujeitos com uma cognição menos privilegiada teriam, naturalmente, uma maior tendência a dar tragadas e mais tragadas. "Para resolver essa pendência, é necessário testar voluntários antes, ao longo e depois do período em que começarem a fumar, um processo complicado e demorado", explica o neurocientista Renato Malcher Lopes, da Universidade de Brasília. Assim sendo, é impossível dizer com todas as letras que maconha é sinônimo de tilts duradouros no cérebro.
A lógica, aliás, assemelha-se com a relação descoberta entre essa erva e a depressão. Enquanto há gente que acredita na hipótese de que ela seria o estopim desse mal em alguns casos, outros creem que quem sofre com o problema vê nela uma espécie de relaxante. "Existem mesmo pacientes psiquiátricos que a utilizam como medicamento. Mas isso não é indicado, principalmente sem a orientação de um profissional", reflete Jannuzzi Cunha.
O que realmente está consolidado é a influência da marijuana em um quadro que atende pela alcunha de síndrome amotivacional. Como o próprio nome diz, trata-se de um transtorno em que o adolescente fica extremamente desmotivado com os afazeres diários, especialmente dos mais tediosos, como a lição de casa. Falta averiguar se os efeitos persistem quando o uso é interrompido.
Também se sabe que a droga é capaz de desencadear surtos esquizofrênicos. E existe o risco de isso ocorrer mesmo em quem experimentou um baseado só uma vez. "A maconha não origina a esquizofrenia. Na verdade, ela pode antecipar uma crise em indivíduos com a doença", informa Malcher Lopes. Como todo pai bem sabe, para prevenir a adição não existe um guia único que funcione para todo filho. Até mesmo os especialistas não conseguem apontar estratégias que eliminem completamente — e em todos os casos — o risco de o jovem abusar de um entorpecente qualquer. Porém, há fatores genéricos que diminuem a probabilidade de esse problema dar as caras. São eles: não viver em uma casa com violência doméstica, possuir pais casados e ter um laço afetivo com os dois, ir bem na escola e não ver constantemente familiares com um cigarro de qualquer tipo na boca.
Prender o jovem em casa só piora a situação. Outro tiro pela culatra é tentar convencer a próxima geração de que a maconha traz sensações desagradáveis. A ordem é passar informação de qualidade e, acima de tudo, monitorar. "O pai precisa saber onde o adolescente está e quando e em que estado ele volta para casa", resume Arthur Guerra, psiquiatra do Centro de Informação sobre Saúde e Álcool, em São Paulo. A estratégia, no fim, é a mesma para evitar que o jovem se meta em uma série de encrencas: educação e acompanhamento.
Em outras partes do corpo
Há quem diga que a protagonista desta reportagem, quando presente desde a puberdade, abala a coordenação motora. Agora, justiça seja feita, isso só acontece — se acontecer — logo depois do uso. Outro suposto prejuízo seria a infertilidade, porque há experimentos relacionando a maconha com espermatozóides mais preguiçosos do que o normal. "Entretanto, isso não se reflete em estudos populacionais. Aparentemente, ela não gera uma maior dificuldade para ter filhos", contrapõe o psiquiatra Ivan Mario Braun, do HC.
Há quem diga que a protagonista desta reportagem, quando presente desde a puberdade, abala a coordenação motora. Agora, justiça seja feita, isso só acontece — se acontecer — logo depois do uso. Outro suposto prejuízo seria a infertilidade, porque há experimentos relacionando a maconha com espermatozóides mais preguiçosos do que o normal. "Entretanto, isso não se reflete em estudos populacionais. Aparentemente, ela não gera uma maior dificuldade para ter filhos", contrapõe o psiquiatra Ivan Mario Braun, do HC.
Uma porta de entrada?
"As pessoas podem progredir da maconha para outra droga. Mas isso é somente uma associação, e não uma regra", relata Ivan Mario Braun. Um possível motivo é o desejo de a pessoa, ao longo do tempo, querer experimentar outras, digamos, viagens alucinógenas. "Um grande problema é que o usuário geralmente compra maconha do traficante. E esse oferece outras substâncias junto para aumentar seus próprios lucros", afirma Jannuzzi Cunha.
A maconha em números
- 67% dos usuários começam a fumar maconha entre 12 e 17 anos;
- 16% entre 18 e 25;
- 5,5% acima dos 25;
- 1,5% com menos de 12;
- 9% dos indivíduos que fumam maconha ficam viciados;
- O número sobe para 16% se o consumo se inicia nos primeiros anos da adolescência;
- 65,1% das pessoas têm acesso fácil à Cannabis Sativa;
- 3 anos é o tempo que transcorre, em média, do momento da experimentação até o uso crônico. Mas, claro, muita gente para antes disso;
- É a droga ilícita mais consumida no mundo.
- 67% dos usuários começam a fumar maconha entre 12 e 17 anos;
- 16% entre 18 e 25;
- 5,5% acima dos 25;
- 1,5% com menos de 12;
- 9% dos indivíduos que fumam maconha ficam viciados;
- O número sobe para 16% se o consumo se inicia nos primeiros anos da adolescência;
- 65,1% das pessoas têm acesso fácil à Cannabis Sativa;
- 3 anos é o tempo que transcorre, em média, do momento da experimentação até o uso crônico. Mas, claro, muita gente para antes disso;
- É a droga ilícita mais consumida no mundo.
O uso medicinal
Estuda-se muito o potencial da maconha contra consequências do câncer. Afinal, ela dá fome, aplaca dores e pode trazer sensação de bem-estar. Todavia, o tema gera polêmica. "A erva atua como vários remédios ao mesmo tempo e, se não há exagero, as reações adversas são poucas", defende Malcher Lopes. "Mas vicia e seu efeito alucinógeno compromete o dia a dia. Por isso, deveria ser empregada como um último recurso", diz Ivan Mario Braun, psiquiatra do HC.
Estuda-se muito o potencial da maconha contra consequências do câncer. Afinal, ela dá fome, aplaca dores e pode trazer sensação de bem-estar. Todavia, o tema gera polêmica. "A erva atua como vários remédios ao mesmo tempo e, se não há exagero, as reações adversas são poucas", defende Malcher Lopes. "Mas vicia e seu efeito alucinógeno compromete o dia a dia. Por isso, deveria ser empregada como um último recurso", diz Ivan Mario Braun, psiquiatra do HC.
Casal e adolescente são flagrados com 640 quilos de maconha em MS
Flagrante foi feito no Jardim Itamaracá, região sul de Campo Grande. Segundo a Cigcoe, droga estava em carro e seria levada a Goiás.
Um casal foi preso e um adolescente de 17 anos foi apreendido com 643 quilos de maconha, no fim da tarde de segunda-feira (12), em uma casa no Jardim Itamaracá, região sul de Campo Grande. Segundo a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), os tabletes da droga estavam em um veículo utilitário.
saiba mais
O homem de 30 anos e a mulher de 36 alegaram que transportariam o entorpecente até Goiás, de acordo com a Cigcoe.
A prisão e a apreensão foram feitas por meio do serviço de inteligência da Polícia Militar (PM).
A maconha foi levada à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e os envolvidos encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga.
O homem permanece na delegacia, a mulher foi conduzida à 2ª Delegacia de Policia Civil e o adolescente foi encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (Unei).
Fonte : globo.com
domingo, 30 de dezembro de 2012
Pesquisas recentes sobre as verdade do poder destrutivo da maconha
Maconha - Pesquisa Recentes
Introdução
Ao contrário do que se pensa a planta não é brasileira. Na realidade, foi trazida pelos escravos africanos da África Ocidental, que era lá usada para fins intoxicantes. Porém, a África já havia recebido a planta da Ásia, onde nasce espontaneamente ao pé das montanhas além do lago Baikal. Um imperador chinês de 2.200 a.C. já descreveu o uso da maconha (LEAVITT, 1995).
Os chineses reconheceram as propriedades psicoativas potentes da maconha há 4000 anos atrás, mas a sociedade Ocidental reconheceu suas propriedades intoxicantes apenas no século XIX, quando as tropas de Napoleão III retornaram à França com haxixe Egípcio. Um membro da Comissão de Ciências e Artes reportou em 1810 que a maconha cultivada no Egito era realmente intoxicante e narcótica (BEAR et aI., 2007).
A maconha foi descrita por vários pesquisadores como a droga 'que é a "porta de entrada"; um estudo relata que 98% dos usuários da cocaína começaram com a maconha. Mas, apesar disso, existem lugares onde a maconha é permitida como medicamento o que faz com que a percepção de que a maconha é perigosa deixe de existir. À medida que a percepção do perigo da droga cai, seu uso sobe (AMEN,2000).
A planta cânhamo (Cannabis sativa), fonte da maconha, cresce em todo o mundo e floresce nas regiões temperadas e tropicais. É uma das plantas não comestíveis mais cultivadas no mundo. Seu principal componente psicoativo é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), que é um alcalóide encontrado na resina que recobre os brotos fêmeos do cânhamo. Além do THC, a resina contém cerca de 60 compostos canabinóides, como o canabidiol e o canabino1. Todos eles bem menos ativos que o THC. (Cannabis and the brain Leslie Iversen Department of Pharmacology - University of Oxford Brain 2003; 126: 1252 - 70.)
Os produtos da Cannabis incluem a maconha, haxixe, bang, ganja e sinsemilla. Haxixe (charas), que consiste do exudato resinoso das inflorescências fêmeas, é a preparação mais potente, contendo cerca de 10 a 20 % de THC. Ganja e sinsemilla são produtos secos das flores das plantas fêmeas e contêm entre 5 a 8% de THC. Maconha e Bhang - também pode ser preparado em forma líquida - são as preparações mais fracas retiradas das folhas e às vezes das flores secas da planta e seu conteúdo de THC é de cerca de 2 a 5 %.
A planta maconha sintetiza pelo menos 400 substâncias químicas. Destas, mais de 60, incluindo o delta-9-tetrahidrocanabinol são canabinóides (LEAVITT, 1995). A estrutura química do THC é única, diferindo tanto da estrutura dos sedativos quanto da dos psicodélicos.
Composição
SA descreve 421 constituintes da maconha, sendo eles:- Canabinóides (61 conhecidos), entre eles do tipo:
- canabigerol,
- canabicromeno,
- canabidiol,
- delta-9-THC,
- delta-8-THC,
- canabiciclol,
- canabielsoin,
- canabinol,
- canabinodiol,
- canabitriol,
- miscelanio e outros;
- Compostos nitrogenados (20 conhecidos), entre eles:
- bases quaternárias,
- amidas,
- aminas,
- alcalóides espermidina;
- Aminoácidos (18 conhecidos);
- Proteínas, Glicoproteínas e Enzimas (9 conhecidos);
- Açúcar e compostos relacionados (34 conhecidos), entre eles:
- monossacarídeos,
- dissacarídeos,
- polissacarídeos,
- ciclitóis
- aminoaçúcar;
- Hidrocarbonetos (50 conhecidos);
- Álcool simples (7 conhecidos);
- Aldeídos simples (12 conhecidos);
- Acetonas simples (13 conhecidos);
- Ácidos simples (20 conhecidos);
- Ácidos graxos (12 conhecidos);
- Ésteres simples e lactonas (13 conhecidos);
- Esteróides (11 conhecidos);
- Terpenos (103 conhecidos), entre eles:
- monoterpenos,
- sesquiterpenos,
- diterpenos,
- triterpenos,
- miscelânea de compostos de origem terpenóide;
- Fenóis não canabinóides (16 conhecidos);
- Glicosídeos flavonóides (19 conhecidos);
- Vitaminas (1 conhecida);
- Pigmentos (2 conhecidos).
Estatísticas
A maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo e o número de usuários vem crescendo a cada ano. Em 10 anos (1991 a 2001) houve um aumento de 5,4% do número de usuários nos EUA e também do teor de THC na maconha - 2,1%.O uso na vida aumenta a cada ano, com início aos 12 (1%) e pico aos 19 (18%).
Aos 25 anos esta freqüência cai para 8 % e chega novamente em 1% entre 50 e 54 anos.
4 milhões de usuários jovens entre 18 e 24 anos (14%) são usuários freqüentes, a maioria homens (17%) seguido das mulheres (11%).
22% dos adultos jovens desempregados são usuários, sendo menor este uso por aqueles que estão empregados (13%) e também entre aqueles que trabalham meio período (15%).
Segundo pesquisa realizada com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de ensino, pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID (1997) a maconha é a droga ilícita mais usada no Brasil.
No levantamento de 1997, as capitais que apresentaram maior consumo foram Curitiba (11,9%) e Porto Alegre (14,4%). Constatou-se que 7,6% dos estudantes relataram já ter experimentado maconha uma vez na vida. No estudo realizado por Saibro e Ramos (2003), com 1586 estudantes, em 14 escolas públicas e privadas do ensino médio e fundamental de Porto Alegre, verificou-se que o uso de maconha teve seu pico de experimentação na faixa etária dos 14 aos 16 anos (72,5%), sendo a prevalência de uso na vida (uso experimental) de 21% nesta população. (Rigoni, M.; Oliveira, M; e Andretta, I. (2006). Conseqüências neuropsicológicas do uso da maconha em adolescentes e adultos jovens: uma revisão da literatura cientifica recente. Ciências & Cognição; Ano 03 Vol 08.)
Foi observado um aumento de registros de acidentes de automóveis, motos, trens e até caminhões, envolvendo motoristas consumidores de maconha. Um experimento com pilotos de aviação avaliou que a maconha é mais perigosa que o álcool e a mistura de ambas. Existem informações que o THC é 4000 vezes mais potente que o álcool ao produzir uma diminuição no desempenho de um motorista em condições adequadamente controladas (KALINA, 1997).
Em 1993, foram estudadas 175 pessoas detidas por dirigir "temerariamente", sob a influência de cocaína ou maconha. Destes, 68 motoristas tinham teste de detecção da maconha positivo. 88% (60 pessoas) oscilaram entre estados moderados ou de extrema intoxicação e 12% (98 pessoas) não mostraram sinais de alteração. Em 18 casos, também foi detectada cocaína. Foram classificados 3 tipos de conduta de acordo com o estado de ânimo: 19% (8 pessoas) foram classificados como paranóides, briguentos e arrogantes, 62% (26 pessoas) como cooperativos, despreparados e felizes, e 19% (8 pessoas) como lentos e sonolentos (KALINA, 1997).
Sistema endocanabinóide
Sabe-se atualmente que o sistema nervoso central produz substâncias semelhantes ao THC - são os canabinóides endógenos - anandamida (N-aracdonil-etanolamina), o 2-aracdonilglicerol (2-AG) e o 2-aracdonilgliceril éter. Estes, juntamente com os receptores canabinóides e as enzimas de síntese e degradação, formam o sistema endocanabinóide.A anandamida é a mais conhecida e estudada, mas o 2-aracdonilglicerol é o mais abundante. São sintetizados a partir de ácidos graxos de cadeia longa, principalmente o ácido aracdônico. Os canabinóides endógenos são secretados localmente, enquanto que o THC (principal psicoativo da maconha) atinge de uma vez sÓ todos os receptores CEl do cérebro. A ação dos canabinóides dura alguns segundos e o THC permanece horas no sistema nervoso central; por fim, a anandamida é cerca de 4 a 20 vezes menos potente que o THC.
Engeli e colegas mostraram que os endocanabinóides anandamida e 2-AG estão aumentados no plasma de humanos obesos e seus níveis estão inversamente relacionados com a atividade da FAAH (fofolipase-N-acilfosfatidiletanolamina-seletiva). Já foi demonstrado que o jejum aumenta os níveis de anandamida no intestino delgado, o que se relacionaria ao estímulo da ingesta alimentar (fome - "larica" na gíria).
O SNC também possui receptores específicos para os endocanabinóides e o THC. Há dois tipos de receptores conhecidos: o CB1, presente em todo o cérebro (próximo às terminações nervosas de neurônios pertencentes a outros sistemas) l' o CB2, localizado em tecidos periféricos, principalmente no sistema imunológico.
Fonte: Álcool e Drogas sem Distorção / Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein.
Córtex frontal - raciocínio, abstração, planejamento.
Núcleos da base - motricidade
Cerebelo - equilíbrio e coordenação
Sistema límbico - elaboração e expressão de fenômenos emocionais
a. Hipotálamo - coordenação das manifestações emocionais
b. Hipocampo - memória emocional e inibição da agressividade
c. Giro do cíngulo - controle dos impulsos
O sistema GABA é considerado o sistema de inibição do cérebro enquanto o sistema glutamato é considerado o sistema excitatório. Ambos trabalham em sintonia. O sistema GABA prevalece nos momentos de relaxamento, despreocupação e sono e o sistema glutamato prevalece nos momentos que requerem atenção e vigília.
A atividade do sistema canabinóide parece inibir tanto o sistema GABA quanto o sistema glutamato. Em momentos de maior atividade (trabalho, estudo, jogos, etc) inibem o sistema GABA e em momentos de menor atividade inibem o sistema glutamato.
Os sistemas GABA e glutamato estão espalhados difusamente por todo o cérebro. Já o sistema canabinóide se concentra mais no córtex frontal, núcleos da base, cerebelo e sistema límbico.
Os núcleos da base e cerebelo são responsáveis pela coordenação da motricidade e do equilíbrio e o sistema canabinóide é o "maestro" da sinfonia inibitória / excitatória nestas regiões. Havendo um desequilíbrio deste sistema, há prejuízo da função motor a e do equilíbrio.
O hipocampo, responsável pelo armazenamento da memória, faz parte do sistema límbico, que é rico em receptores CBl. A presença de anandamida e THC inibem de forma retrógrada tanto o sistema GABA (inibitório) quanto o sistema glutamato (excitatório) - este com maior intensidade - tornando esta estrutura incapaz de armazenar informações provenientes das diversas situações, devido ao déficit de processamento das informações sensoriais. Experimentalmente, no hipocampo os neurônios ficam atrofiados e com menor número de conexões entre si após meros três meses de exposição dos ratos ao THC.
Efeitos farmacológicos
Farmacologia
Apesar das pesquisas com maconha terem começado há cerca de 150 anos, só em 1964 foi isolada uma substância ativa chamada delta-9-tetrahidrocanabinóide (∆9-THC) e apenas em 1970 chegou-se à conclusão de que este é o principal componente psicoativo da maconha, sendo alguns outros canabinóides também ativos - menos potentes - e até mesmo agonistas do THC
fonte: http://qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/maconha/thc.html
A distribuição do THC, que é solúvel em gorduras, é rápida e completa. Os efeitos farmacológicos ocorrem cerca de 10 a 15 minutos após o uso do cigarro, permanecendo por cerca de 3 a 4 horas, se outra dose não for administrada. A substancia pode ser detectada no corpo até 12 horas após o uso de um único cigarro. A absorção oral é lenta e incompleta e os efeitos surgem em % a 1 hora, podendo persistir por até 5 horas.
Sabe-se que o efeito da Cannabis é três vezes mais potente quando fumado que quando ingerido pela boca, mesmo na forma natural (chá ou resina), embora a absorção gastrointestinal seja satisfatória.
Um cigarro médio de maconha tem cerca de 0,5 a 1 grama da planta. Se considerarmos como 5% o percentual de THC, teremos aproximadamente 50 mg de THC por cigarro. Em geral, cerca de 1,4 a 1,2 do THC presente no cigarro é disponível na fumaça. Então, em um cigarro com 50 mg de THC, cerca de 12 a 25 mg são disponíveis na fumaça. Na prática, a quantidade de THC na corrente sangüínea após o uso de 1 cigarro de maconha está entre 0,4 a 10 mg.
Uma vez absorvido, o THC é distribuído aos vários órgãos do corpo, principalmente aqueles ricos em gordura. Portanto, penetra rapidamente no cérebro - rico em gorduras - sem ser bloqueado pela barreira hemato-encefálica. O THC também atravessa a barreira placentária e alcança o feto rapidamente. É quase completamente metabolizado no fígado a um metabólito ativo (1l-hidroxi-delta-9-TEIC) que é subseqüentemente convertido em metabólitos inativos e então excretado_ pela urina e fezes. O metabolismo do THC é bastante lento: uma meia vida de 30 horas é aceita pela maior parte dos pesquisadores, mas alguns reportam uma meia vida de 4 dias. Portanto, o THC pode permanecer no corpo por vários dias ou semanas e o uso subseqüente de novas doses de maconha podem ser intensificados ou prolongados.
Pelo fato de apenas mínimas quantidades de THC serem encontradas na urino de usuários, os testes isolam principalmente seus metabólitos. Em usuários agu dos ou ocasionais os metabólitos podem ser identificados por 1 a 3 dias na urina. Já em usuários crônicos (mesmo 2 ou 3 vezes por semana) os testes permanecem constantemente positivos. Um usuário pesado que para de fumar pode ter testes de urina positivos por cerca de 30 dias. Portanto, um único exame positivo não esclarece se o usuário é agudo ou crônico. Múltiplas amostras podem ser necessárias para diferenciar os resultados.
A maconha pode se tornar extremamente tóxica quando está intoxicada com paraquat, um herbicida químico muito venenoso usado para matar plantas indesejáveis. Ele afeta os pulmões e outros órgãos. O pior problema é que muitas vezes este herbicida é dificilmente identificado na maconha (WEIL e ROSEN, 1993).
Efeitos farmacológicos em animais
O THC e outros canabinóides produzem efeitos comportamentais semelhantes numa grande variedade de espécies animais. Em baixas doses produzem um misto de efeitos depressivos e excitatórios e em altas doses, predominantemente efeitos depressores do sistema nervoso central (SNC). THC e anandamida são sedativos e analgésicos (tanto na medula quanto no cérebro), deprimem a atividade motora, deprimem a temperatura corporal, acalmam comportamentos agressivos, potencializam efeitos de barbituratos e outros sedativos, bloqueiam convulsões e diminuem reflexos.Em primatas, diminui a habilidade para tarefas complexas, parecem induzir alucinações e distorções do tempo. Também aumentam as interações sociais. Altas doses também parecem diminuir a concentração de hormônios sexuais femininos, diminuir a ovulação e também a espermatogênese.
Efeitos farmacológicos no homem
Para uma droga tão bem estudada como a maconha, ainda existem muitas controvérsias sobre os seus efeitos agudos e crônicos no homem, talvez pela falta de trabalhos que estudem o uso da maconha na "vida real". Veremos a seguir o que a literatura atual, baseada nas novas descobertas da psiconeuroendocrinoimunologia, tem a nos dizer:Efeitos neuropsicológicos
Quatro pesquisadores da Universidade de Washington publicaram um estudo na respeitada revista Journal of Neuroscience mostrando o que ninguém queria acreditar: maconha mata neurônios. O uso crônico da maconha pode levar a déficits cognitivos e perda de tecido cerebral como demonstram inequivocamente os estudos de Daniel Amen.
Imagens de cérebros de usuários de maconha Imagens (SPECT) 3D de um cérebro normal
Sistema cardiovascular
Conforme descrito por Huestis e cols. (1992), o aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial são efeitos comumente observados após o fumo da maconha e são proporcionais à dose. Estes efeitos se devem à ação vagolítica da planta. As veias da córnea se dilatam, provocando a hiperemia observada logo após o uso da substância.Sistema pulmonar
Em um estudo clássico, Hoffman e cols. (1975) fizeram uma análise dos componentes do tabaco e da maconha e notaram que, com exceção da nicotina no tabaco e do THC na maconha, os outros inalantes eram muito semelhantes.Tashkin e cols. (1995) encontraram evidências de irritação e inflamação brônquica em usuário de maconha, mas não puderam demonstrar um declínio da função pulmonar a longo prazo, como nos estudo com tabaco.
Também ainda não se pode associar o uso da maconha com o desenvolvimento do câncer de pulmão, mas os cientistas também não podem afirmar que o uso crônico da maconha seja seguro para o tecido pulmonar. Ressalta-se ainda a presença do benzopireno, carcinogênico altamente poderoso, e o benzotraceno, encontrado em uma proporção 50% superior na maconha com relação ao cigarro comum.
Sistema imune
Fora do SNC, existem receptores canabinóides específicos no sistema imune.O uso prolongado da maconha é associado com vários graus de imunossupressão, que pode desencadear infecções e outras doenças. As evidências a este respeito ainda são inconclusivas, mas deve-se ressaltar que outras drogas depressivas como álcool, harbitúricos, benzodiazepínicos e anticonvulsivantes compartilham esta ação imunossupressora.
O baço e os linfócitos, por sua importância no sistema imune, foram estudados quanto a sua relação com os canabinóides. Kaminski e cols. (1992) identificaram os mesmos receptores de canabinóides em células do baço e Diaz, Specter e Coffey (1993) identificaram os mesmos receptores nos linfócitos. Quando ativados pelo THC estes receptores inibem a resposta imune destas células. Cabral e cols. (1995) reportaram que tanto o THC quanto a anandamida inibem a função de células matadoras de tumores.
Sistema reprodutor
As evidências sobre os danos ao sistema reprodutor e hormônios sexuais estão cada vez mais fortes, em usuários crônicos de maconha. Já se sabe que diminuem os níveis de testosterona e a espermogênese em homens.Em mulheres, os níveis de LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante) estão diminuídos e podem ocorrer ciclos anovulatórios e irregulares. Todos estes efeitos são reversíveis com a interrupção do uso da droga.
Gestação
Já se sabe que a maconha atravessa a barreira placentária livremente. Fried (1995) pesquisou o efeito do uso de maconha na prole de usuárias e não encontrou dados significativos em crianças de 1 a 3 anos, mas com 4 anos houve aumento dos problemas de comportamento, diminuição da performance visual e cognitiva. A posição pré-natal altera funções de execução e, portanto afeta o lobo pré-frontal da criança em formação.Estudos recentes relacionam o uso de maconha por mulheres grávidas ao desenvolvimento de leucemia linfoblástica na criança. O THC parece produzir aborto espontâneo, baixo peso ao nascer e deformidades físicas quando dado em períodos específicos da gestação (ZIMMER e MORGAN, 1997).
Alguns estudos revelaram que filhos de mães que fumavam maconha durante a gestação eram menores, ou tinham menor peso (ZIMMER e MORGAN, 1997).
Efeitos da intoxicação
Os efeitos da intoxicação aguda pela Cannabis aparecem após alguns minuto do uso do cigarro e dependem de alguns fatores como a qualidade e quantidade de substância usada bem como do humor, personalidade e experiências prévias com a substância. Estudos demonstram que diferentes efeitos ocorrem em usuários " novos "e "veteranos". Parece que com a repetição o usuário aprende a antecipar, reconhecer e aproveitar mais os efeitos, enquanto um usuário "novo" pode se sentir confuso e tonto. O ambiente e as companhias também influenciam a experiência.Efeitos psíquicos
- Euforia e/ou bem estar geral
- Risos sem motivo
- Aumento da sociabilidade e comunicação verbal
- Aumento da percepção de cores, sons, texturas, paladar
- Aumento da energia mental e criatividade
- Mudanças de consciência
- Distorção do tempo e espaço
- Aumento do apetite ("larica")
- Prejuízo da concentração e memória
- Paranóia - geralmente ligada ao fato de saber que está infringindo a lei .Ansiedade e confusão
- Letargia e sonolência
Efeitos Físicos
- Hiperemia das conjuntivas
- Taquicardia
- Boca seca
- Retardo e falta de coordenação motora
- Broncodilatação
- Tosse
Efeitos Crônicos
O uso crônico da maconha pode levar a danos neuropsicológicos, infertilidade, impotência, problemas respiratórios, deficiência imunológica, agravar problemascardíacos e também pode ser a droga precursora para o uso de drogas cada vez, mais fortes.
Efeitos no Campo Bioelétrico
Campo Bioelétrico - Normal
Campo Bioelétrico - Maconha
Campo Bioelétrico - Normal
Campo Bioelétrico - Maconha
Mecanismo de dependência
A busca constante por estímulos prazerosos, como alimentos saborosos, uma cerveja geladinha e a relação sexual excitante, está associada a um "sistema cerebral de recompensa", assim denominado pelo neurobiólogo americano James Olds nos anos 60. Trata-se de uma complexa rede de neurônios que é ativada quando fazemos atividades que causam prazer. Este sistema nos fornece uma recompensa sempre que fazemos determinadas atividades, levando-nos, portanto, a repetir aqueles atos. Biologicamente, ele tem uma função específica e essencial: garantir n sobrevivência do indivíduo e da espécie, ao dar motivação para comportamentos como comer, beber e reproduzir-se.Infelizmente, não somente as funções fisiológicas normais estimulam este sistema - relacionado à liberação de dopamina, mas também o fazem o álcool e outras drogas de abuso, e às vezes gerando um prazer muito mais intenso do que as funções naturais (www.adroga.casadia.org/news/sistemaprazer.htm). A dopamina circulante no sistema de recompensa pode ser 10 vezes maior que a encontrado durante prazeres cotidianos, "internos". Diante de tal estimulação, o sistema reduz sua sensibilidade e a pessoa precisa de cada vez mais drogas para produzir os mesmos efeitos. A droga muda o "ponto zero" do sistema de recompensa de ta I forma que nunca mais, com ou sem droga, o mesmo grau de prazer ou recompensa será atingido.
Síndrome de abstinência
A síndrome de abstinência do cannabis não está incluída no DSM-IV pois "os sintomas da abstinência do cannabis... foram descritos... mas suas significâncias clínicas são incertas". Uma revisão realizada em 2002 por Smith concluiu que os estudos não apresentavam forte evidência para a existência da síndrome de abstinência do Cannabis. Esta revisão precedeu a descoberta cientifica dos receptores canabinóides, fato que permitiu estudos mais consistentes e bem controlados. Por tanto, em revisões mais recentes não há mais dúvidas sobre a existência da síndrome de abstinência da maconha.Sendo o tetrahidrocanabinol (THC) altamente lipofílico (solúvel em gorduras), demora muitos dias para ser eliminado e apenas 20, 25 e, às vezes, 30 dias após último uso é que ocorrem os sintomas de abstinência, incluindo irritabilidade inquietação, angústia, tremores, alterações de sono e de apetite, agressividade além da busca de substância dopaminérgicas como cigarros e/ou café que atuam como o THC, de preferência nos receptores DA2 no núcleo do septo acumbente na área límbica do cérebro (KALINA, 1997). Também por esta propriedade lipofílica, tem sido difícil estudar o THC e os canabinóides relacionados, inclusive fazendo com que alguns pesquisadores sugiram que o efeito se dê através de ação direta n membrana e não mediada por receptor (NESTLER et al., 2001).
Os sintomas são primeiramente emocionais e comportamentais - humor negativo: irritabilidade, ansiedade, depressão; insônia - muito embora a mudança de apetite, perda de peso e desconforto físico sejam freqüentemente citados. O início e curso dos sintomas se mostraram semelhantes àqueles encontrados em síndromes de abstinência provocadas por outras substâncias psicoativas. A magnitude (gravidade destes sintomas foram consistentes e os achados encontrados sugere que a síndrome de abstinência do cannabis tem considerável importância clínica.
O tratamento do ex-usuário de maconha deve incluir o suporte durante a síndrome de abstinência e posteriormente a reabilitação neuropsicoimunendocrinológica deste indivíduo, pois como já foi dito nos itens anteriores, o dano atinge outros órgãos e sistemas além do cérebro.
fonte: Santo Daime Revelado, Drogas, Fraudes e Mentiras – por Gideon dos Lakotas
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
Cai o último argumento dos #Maconheiros:a droga é mais perigosa que o álcool e o cigarro sim!! @veja
Cai o último argumento dos #Maconheiros:a droga é mais perigosa que o álcool e o cigarro sim!! @veja
Um dos lobbies mais organizados, mais influentes e mais aguerridos do Brasil é o dos maconheiros. Não há, já demonstrei aqui — acho que em centenas de textos —, uma só centelha lógica em seus argumentos. Ao contrário: no fim, tudo termina na mais pura irracionalidade. Não repisarei argumentos. O capítulo 3 de “O País dos Petralhas II” chama-se “Das milícias do pensamento” — um dos subcapítulos tem este título “Da milícia da descriminação das drogas”. Como, em certas franjas, o consumo da maconha — e de algumas outras substâncias — se mistura com hábitos próprios dos endinheirados, a descriminação ganhou porta-vozes influentes. Por incrível que pareça, está presente até na eleição do comando da OAB…
Leiam reportagem de Adriana Dias Lopes, que é capa da VEJA desta semana. Cai por terra a mais renitente — embora, em si, seja estúpida, já demonstrei tantas vezes — tese dos defensores da descriminação da maconha: a de que a droga ou é inofensiva ou é menos danosa à saúde do que o tabaco e o álcool, que são drogas legais. Errado! Leiam trecho da reportagem:
(…)
A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabix. Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em muitos casos, para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.
A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabix. Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em muitos casos, para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.
Com 224 milhões de usuários em todo o mundo, a maconha é a droga ilícita universalmente mais popular. E seu uso vem crescendo — em 2007, a turma do cigarro de seda tinha metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral. Dos 12 aos 23 anos, o cérebro está em pleno desenvolvimento. Em um processo conhecido como poda neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das que devem ser mantidas para o resto da vida. A ação da maconha nessa fase de reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornam-se débeis. As que deveriam desaparecer ganham força”.
(…)
(…)
Leiam a íntegra da reportagem especial na edição impressa da revista e depois cotejem com tudo o que anda dizendo a turma da descriminação, cujo lobby é tão forte que ganhou até propaganda gratuita na TV aberta, o que é um despropósito.
Para encerrar este post, vejam alguns dados cientificamente colhidos sobre os consumidores regulares de maconha:
– têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão;
– têm duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar;
– é 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia;
– o risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior;
– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente;
– 40% têm dificuldades de ler um texto longo;
– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida;
– têm oito pontos a menos nos testes de QI;
– 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade.
– têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão;
– têm duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar;
– é 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia;
– o risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior;
– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente;
– 40% têm dificuldades de ler um texto longo;
– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida;
– têm oito pontos a menos nos testes de QI;
– 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade.
E, digo eu, por tudo isso, 100% deles defendem a descriminação…
PS – O lobby da maconha pode desistir. Este blog tem lado nessa questão e não cede a pressões organizadas. Comentários favoráveis à legalização das drogas não serão publicados. Não percam tempo.
Por Reinaldo Azevedo
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