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sábado, 15 de agosto de 2015

Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.

Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola
Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.
Pesquisa foi publicada esta semana na revista científica 'The Lancet'.
11/09/2014 08h36 - Atualizado em 11/09/2014 08h39
Da France Presse
Jovem fuma cigarro de maconha em Park Dakota, norte de Cali, no departamento de Valle del Cauca. Em Dakota, centenas de pessoas se juntam para fumar maconha, após um acordo com vizinhos e a polícia para permitir  o consumo livre na região do parque (Foto: Luis Robayo/AFP)
Jovem fuma cigarro de maconha em Park Dakota, norte de Cali, no departamento de Valle del Cauca (Foto: Luis Robayo/AFP)
Os adolescentes que fumam regularmente maconha estão muito mais expostos ao fracasso escolar que os outros, segundo os resultados de um estudo publicados nesta quarta-feira na revista médica "The Lancet Psychiatry". Os adolescentes de menos de 17 anos que fumam maconha todos os dias correm 60% a mais de riscos de não concluir o ensino médio do que aqueles que nunca fumaram a substância.
Além disso, aqueles que fumam diariamente têm sete vezes mais riscos de uma tentativa de cometer suicídio e oito vezes mais riscos de utilizar outras drogas posteriormente, destaca o estudo.
"Estes resultados aparecem no momento oportuno, já que vários estados americanos e países da América Latina tomaram o caminho da descriminalização da maconha, o que poderia tornar mais fácil para os jovens o acesso a esta droga", afirmou Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), um dos autores da pesquisa.
A maconha é a droga ilegal mais consumida no mundo. Estatísticas recentes indicam que em alguns países os jovens começam a usar a substância cada vez mais cedo. O estudo publicado na revista "The Lancet" tem como base dados obtidos por três pesquisas entre jovens da Austrália e Nova Zelândia.
Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio.
Uma relação "clara e consistente" foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a "Lancet".
Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram "de maneira evidente" que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa "importantes benefícios em termos sociais e de saúde".

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/estudo-relaciona-uso-de-maconha-ao-fracasso-de-adolescentes-na-escola.html

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Os terríveis malefícios da #Maconha

Os terríveis malefícios do uso da #Maconha.
Publicado em 26 de mar de 2014
Abordagem do Dr. Valentim Gentil Filho sobre os terríveis efeitos do uso da maconha.
Gravado no programa Roda Viva da TV Cultura no dia 4 de novembro de 2013.
Fonte: http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/transmissao/valentim-gentil-filho-4
O Dr. Valentim Gentil Filho é Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1970), Ph.D. (Doutorado) pelo Institute of Psychiatry, Universidade de Londres (1976), Livre-Docente em Psiquiatria (1987) e Professor Titular de Psiquiatria pela FMUSP (1994).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9771743515214749

Cannabis é a droga com mais dependentes em Portugal


Cannabis é a droga com mais dependentes em Portugal
Hoje às 14:40

Nos últimos três anos os pedidos de ajuda relacionados com o consumo de cannabis suplantaram os ocasionados pelo uso da heroína ou da cocaína, sendo essa a "grande mudança" no que diz respeito à droga.
Palavras do responsável do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, esta quinta-feira a propósito do lançamento do Relatório Europeu sobre Drogas de 2015, em Lisboa.
Em declarações aos jornalistas após a apresentação do relatório, João Goulão lembrou que "a realidade portuguesa foi muito marcada pela presença da heroína, durante muitos anos", e que, em Portugal e no resto da Europa houve um decréscimo da importância da heroína e uma "importância crescente" da cannabis.

"Esta é talvez a grande mudança" - disse João Goulão - traduzida nos pedidos crescentes de ajuda nos centros de tratamento, e que tem a ver com a perda de importância da heroína e da cocaína "mas também com as alterações na própria cannabis, que hoje tem uma potência muito superior ao que era tradicional" e que está "longe" de ser considerada uma "droga leve" como no passado foi caracterizada.

João Goulão defendeu a importância de se fazer a distinção entre o uso terapêutico e recreativo do cannabis e disse que não tinha "qualquer resistência" a que se possa usar clinicamente o cannabis, desde que se mostre cientificamente os benefícios em determinadas situações clínicas.

Mas insistiu no facto, como de resto vem no relatório hoje divulgado, de a cannabis (planta de onde sai a chamada vulgarmente marijuana e a resina de cannabis ou haxixe) estar cada vez mais potente. Se há alguns anos tinha uma potência relativa, com três por cento de substancia psicotrópica, o tetrahidrocanabinol (THC), hoje "há plantas com 20 por cento de THC", disse.

A grande consequência é a criação de dependência, aliada a casos de surtos psicóticos ou ataques de pânico ou outros, alertou.

LER ARTIGO COMPLETO12 http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Saude/Interior.aspx?content_id=4606952

domingo, 31 de maio de 2015

Alerta: É possível morrer fumando apenas a maconha pura, afirma pesquisadores após alemães morrerem de arritmia cardíaca

Alerta: É possível morrer fumando apenas a maconha pura, afirma pesquisadores após alemães morrerem de arritmia cardíaca  

http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/3720-alerta-e-possivel-morrer-fumando-apenas-a-maconha-pura-afirma-pesquisadores-apos-alemaes-morrerem-de-arritmia-cardiaca

Maconha é mais nociva que tabaco, diz estudo

Maconha é mais nociva que tabaco, diz estudo - http://www.folhadomate.com/noticias/geral15/maconha-e-mais-nociva-que-tabaco-diz-estudo

De acordo com um estudo britânico, a maconha é tão prejudicial à saúde quanto o tabaco. E, dependendo da quantidade consumida, até mais. De acordo com cientistas da Nova Zelândia, fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão.

Mas muita gente ainda acredita que a droga não causa tantos malefícios assim, como aponta a pesquisa feita recentemente pela Fundação Britânica do Pulmão (BLF). Cerca de mil pessoas foram ouvidas e constatou-se que um terço dos entrevistados acredita que essa droga nem causa danos à saúde. Além disso, 88% dos entrevistados pensavam que o tabaco seria mais prejudicial que a maconha, sendo que é o oposto, já que, de acordo com os médicos especialistas, a maconha causa câncer, danos à libido sexual e ainda pode antecipar uma esquizofrenia.

Em artigo publicado na revista European Respiratory Journal, os cientistas disseram que a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco.

Também a forma de consumo aumenta o risco, já que os 'baseados' são normalmente fumados sem um filtro adequado e até a ponta, o que aumenta a quantidade de fumaça inalada. O fumante de maconha traga mais longa e profundamente, o que facilita o depósito das substâncias cancerígenas nas vias aéreas. Além disso, no cigarro de maconha, encontra-se cinco vezes mais monóxido de carbono e quatro vezes mais alcatrão, segundo o estudo levantado pelo BLF, do que no de tabaco.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Estudo aponta eficácia do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson

Uma pesquisa recente sobre o uso medicinal do canabidiol (CDB) mostrou que essa substância extraída da maconha pode ser eficaz no tratamento de pacientes com mal de Parkinson. Segundo o professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), um dos coordenadores do estudo, pela primeira vez, o grupo de voluntários que ingeriu cápsulas contendo canabidiol apresentou melhoras na qualidade de vida e no bem-estar.

O estudo foi publicado em outubro na revista "Journal of Psycopharmacology", da Associação Britânica de Farmacologia.

O CDB é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis sativa - a maconha - que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica (que diminui a ansiedade), antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono. “Queríamos ver o efeito do canabidiol nos sintomas motores, por isso realizamos um ensaio clínico com pacientes com Parkinson”, explica Crippa.

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que provoca tremores nas extremidades do corpo. Geralmente, 50% dos pacientes desenvolvem quadros de alteração cognitiva. “A pessoa altera a memória, a atenção, sofre efeitos de alteração motora na marcha, no equilíbrio. Além disso, 80% de pacientes com a doença adquirem depressão e transtorno comportamental de sono”, diz Crippa.

Durante seis semanas, a equipe monitorou 21 pacientes com Parkinson, divididos em três grupos - o primeiro recebeu 300 mg de canabidiol ao dia, o segundo 75 mg e o terceiro placebo (sem nenhum princípio ativo). Para que não houvesse influência psicológica e sim um efeito farmacológico eficaz, nem os pacientes, nem mesmo os médicos tinham conhecimento sobre quem estava tomando qual cápsula.

Um terceiro integrante da pesquisa numerou as substâncias e os dados foram cruzados apenas no final, quando foi constatada melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg, e ainda melhor na dose de 300 mg. “O mais importante é que o medicamento não apresenta efeito colateral, ao contrário dos já utilizados”, afirma Crippa.

Conforme o professor explica, as drogas atualmente usadas no tratamento da doença causam efeitos colaterais negativos, como a chamada discinesia tardia, que são movimentos repetitivos involuntários de extremidades, e movimentos da língua e mordidas nos lábios, além de sintomas psicóticos, como escutar vozes, ter delírios e mania de perseguição.

De acordo com o pesquisador, a descoberta abre uma nova possibilidade terapêutica para o mal de Parkinson, especialmente em casos refratários e mais graves, como quando a doença se manifesta na juventude, com a tendência de progredir de forma rápida e severa. “O canabidiol tem se mostrado eficiente para todas essas comorbidades. Seria a droga ideal”, afirma o pesquisador.

Viabilização
Segundo Crippa, o canabidiol deve ser regulamentado muito em breve e provavelmente até o final deste mês o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irão classificá-lo.

O professor acha importante ressaltar que o canabidiol não é maconha, é apenas uma substância presente na planta. Ele afirma que para evitar qualquer tipo de equívoco a respeito de sua aplicação um site sobre o assunto será lançado em breve. “Não existe maconha medicinal e sim substâncias medicinais. A maconha fumada invariavelmente traz danos à saúde. O uso crônico, principalmente de adolescentes, causa danos cerebrais e aumentam em 370% a chance de desenvolver esquizofrenia”, alerta.

(Fonte G1.globo.com)

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