Abaixo assinado , contra a LEGALIZAÇÃO da MACONHA. http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2012N19249
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domingo, 13 de setembro de 2015
sábado, 12 de setembro de 2015
Maioria da população é contra discriminação do uso da Maconha.
Agência Brasil Rio - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux disse que acredita que a maioria da sociedade brasileira é contra a descriminalização do uso da maconha, assunto que está sendo julgado pela Corte. Fux defende mais debate sobre o tema e diz que o espaço ideal para isso é o Congresso, que poderia legislar a respeito. “Esse tema encerra um desacordo moral bastante expressivo na sociedade. Entendo que haja uma parcela maior da sociedade contrária à descriminalização. Então, o Supremo pode vir, ou não, a adotar uma solução contramajoritária, contra a vontade social”, disse o ministro à imprensa, pouco antes do lançamento de seu livro Novo Código de Processo Civil Temático, nesta sexta-feira, durante a 17ª Bienal do Livro no Rio. Ministro do STF, Luiz Fux comentou julgamento sobre a descriminalização do uso da maconha Foto: Agência Brasil Fux questionou se este é o melhor momento para o STF julgar o assunto e se a sociedade brasileira está preparada para a descriminalização, que deixaria de considerar crime o porte de maconha para uso pessoal. “Como há esse dissenso na sociedade, recomenda-se que a Corte seja bastante ponderada no momento de adotar uma solução. Este é um tema que talvez nem fosse o momento do Supremo julgar. Eu não sei se a sociedade está preparada para receber esta solução. Quando há um desacordo moral razoável, nesses casos em que estão em jogo valores morais da coletividade, acho importante o juiz ouvir a sociedade.” Para o ministro, que ainda não apresentou o seu voto neste processo, o tema seria melhor decidido através de votação no âmbito legislativo, o que daria maior espaço e tempo para a sociedade se manifestar. “Acho que o Parlamento tem a legitimidade democrática por representar a sociedade. Será que hoje seria aprovada uma lei descriminalizando a droga? Há várias correntes da doutrina constitucional que entendem que não deve haver um governo de juízes, que o Judiciário não é uma instância hegemônica e que no Estado Democrático de Direito quem deve dar a última palavra é o Parlamento”, avaliou. Uma saída possível para a questão, segundo Fux, seria o Congresso chamar para si o debate para uma eventual mudança na lei aproveitando a interrupção do julgamento do Supremo, suspenso após novo pedido de vista. “Há diálogo implícito entre Legislativo e Judiciário. Foi pedido vista, é um julgamento que está causando estrépito, a sociedade está interessada, então pode ser que nesse interregno [intervalo] haja uma sinalização para que o Parlamento exerça o papel dele, legisle sobre isso, não empurre essa questão para o Judiciário.” O julgamento estava em andamento esta semana no STF e foi interrompido por mais um pedido de vista. Após os votos dos ministros Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso a favor da descriminalização do porte da maconha, Teori Zavascki pediu mais tempo para analisar o assunto. Antes deles, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, já havia se posicionado a favor da descriminalização do porte da droga. A mudança na lei é julgada no recurso de um ex-preso, condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. No recurso, a Defensoria Pública de São Paulo diz que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), não pode ser configurado crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros. Além disso, os defensores afirmam que a tipificação ofende os princípios constitucionais da intimidade e a liberdade individual.
sábado, 15 de agosto de 2015
Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.
Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola
Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.
Pesquisa foi publicada esta semana na revista científica 'The Lancet'.
11/09/2014 08h36 - Atualizado em 11/09/2014 08h39
Da France Presse
Jovem fuma cigarro de maconha em Park Dakota, norte de Cali, no departamento de Valle del Cauca. Em Dakota, centenas de pessoas se juntam para fumar maconha, após um acordo com vizinhos e a polícia para permitir o consumo livre na região do parque (Foto: Luis Robayo/AFP)
Jovem fuma cigarro de maconha em Park Dakota, norte de Cali, no departamento de Valle del Cauca (Foto: Luis Robayo/AFP)
Os adolescentes que fumam regularmente maconha estão muito mais expostos ao fracasso escolar que os outros, segundo os resultados de um estudo publicados nesta quarta-feira na revista médica "The Lancet Psychiatry". Os adolescentes de menos de 17 anos que fumam maconha todos os dias correm 60% a mais de riscos de não concluir o ensino médio do que aqueles que nunca fumaram a substância.
Além disso, aqueles que fumam diariamente têm sete vezes mais riscos de uma tentativa de cometer suicídio e oito vezes mais riscos de utilizar outras drogas posteriormente, destaca o estudo.
"Estes resultados aparecem no momento oportuno, já que vários estados americanos e países da América Latina tomaram o caminho da descriminalização da maconha, o que poderia tornar mais fácil para os jovens o acesso a esta droga", afirmou Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), um dos autores da pesquisa.
A maconha é a droga ilegal mais consumida no mundo. Estatísticas recentes indicam que em alguns países os jovens começam a usar a substância cada vez mais cedo. O estudo publicado na revista "The Lancet" tem como base dados obtidos por três pesquisas entre jovens da Austrália e Nova Zelândia.
Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio.
Uma relação "clara e consistente" foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a "Lancet".
Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram "de maneira evidente" que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa "importantes benefícios em termos sociais e de saúde".
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/estudo-relaciona-uso-de-maconha-ao-fracasso-de-adolescentes-na-escola.html
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Cannabis é a droga com mais dependentes em Portugal
Cannabis é a droga com mais dependentes em Portugal
Hoje às 14:40
Nos últimos três anos os pedidos de ajuda relacionados com o consumo de cannabis suplantaram os ocasionados pelo uso da heroína ou da cocaína, sendo essa a "grande mudança" no que diz respeito à droga.
Palavras do responsável do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, esta quinta-feira a propósito do lançamento do Relatório Europeu sobre Drogas de 2015, em Lisboa.
Em declarações aos jornalistas após a apresentação do relatório, João Goulão lembrou que "a realidade portuguesa foi muito marcada pela presença da heroína, durante muitos anos", e que, em Portugal e no resto da Europa houve um decréscimo da importância da heroína e uma "importância crescente" da cannabis.
"Esta é talvez a grande mudança" - disse João Goulão - traduzida nos pedidos crescentes de ajuda nos centros de tratamento, e que tem a ver com a perda de importância da heroína e da cocaína "mas também com as alterações na própria cannabis, que hoje tem uma potência muito superior ao que era tradicional" e que está "longe" de ser considerada uma "droga leve" como no passado foi caracterizada.
João Goulão defendeu a importância de se fazer a distinção entre o uso terapêutico e recreativo do cannabis e disse que não tinha "qualquer resistência" a que se possa usar clinicamente o cannabis, desde que se mostre cientificamente os benefícios em determinadas situações clínicas.
Mas insistiu no facto, como de resto vem no relatório hoje divulgado, de a cannabis (planta de onde sai a chamada vulgarmente marijuana e a resina de cannabis ou haxixe) estar cada vez mais potente. Se há alguns anos tinha uma potência relativa, com três por cento de substancia psicotrópica, o tetrahidrocanabinol (THC), hoje "há plantas com 20 por cento de THC", disse.
A grande consequência é a criação de dependência, aliada a casos de surtos psicóticos ou ataques de pânico ou outros, alertou.
LER ARTIGO COMPLETO12 http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Saude/Interior.aspx?content_id=4606952